Terrorismo: uma ameaça perpétua?

atentado

Depois de Paris, veio mais um grande AT: Bruxelas. Por AT, é atentado terrorista – com os mais recentes “suspeitos do costume” (Estado Islâmico), que possuem, do meu ponto de vista, das estratégias mais ambiciosas e agressivas da história do terrorismo contemporâneo – e, por haver um segundo atentado em apenas cinco meses, significa que ainda persistem problemas e dilemas por todo o continente europeu.

Eu diria que a Europa vive uma fase de grande incerteza, não apenas por eventuais medos de natureza económica ou política. Eu até diria mesmo que o nosso continente vive uma crise de união e de princípios. Entre os resultados dessa crise, está o confronto entre a solidariedade histórica da comunidade europeia e as decisões tomadas recentemente por autoridades nacionais e europeias, no âmbito da crise dos refugiados, que proveio de tensões lançadas por conflitos e atentados em zonas como o Médio Oriente.

Recordamos que muitas pessoas saíram da guerra em países como a Síria, em busca de novas oportunidades de vida e trabalho na Europa. Grande parte destes refugiados conseguiram ir. No entanto, os obstáculos que rodeiam à volta deles poderão ficar agravados por causa das relações UE-Turquia, porque acredito que só uma Europa unida poderá resolver a crise migratória, e que não se pode “vender” esta mesma crise, na sua totalidade, a um país que, nos últimos tempos, andou a brincar com o fogo, em relação aos direitos humanos e à liberdade de imprensa.

Como muitas pessoas cujas opiniões tenho apreciado ao longo dos últimos meses, acredito que os refugiados são um problema europeu e não simplesmente uma questão que alguns atribuem “ao calhas” à Grécia ou à Turquia.

Voltando aos atentados, também acredito que o terrorismo mantém-se como uma ameaça. Ameaça essa que lança o medo de que pretende ficar de forma indeterminada na Europa. Não quero entrar em detalhes ou em especulações, mas há uma coisa clara: se foi realmente um atentado terrorista, representa inequivocamente mais um sinal de preocupação.

Por isso, a vontade de lutar contra o terrorismo não pode demonstrar apenas em palavras. Temos que tentar trabalhar o nosso melhor possível em atos e práticas que achamos que possam ser certas, moderadas e adequadas aos desafios que o terrorismo nos apresenta em cada dia que passa. Soluções concretas? Também temos de trabalhar, com os devidos contributos, desde o especialista altamente credenciado em segurança interna até ao cidadão comum que se preocupa com o terrorismo e que consume atentamente as notícias nos media.

E se, no futuro próximo, houver mais atentados do género de como aconteceu esta manhã em Bruxelas, ter-se-á a certeza de que haverá mais motivação para lançar os planos e ir à ação, no sentido mais humano e democrático.

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