Por um 25 de Abril, livre!

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Dia 25 de abril de 1974, dia da Liberdade em Portugal, o dia em que homens e mulheres tomaram pacificamente a cidade de Lisboa entoando canções antes proibidas, reclamaram pelos seus direitos e estes foram-lhes reivindicados tranquilamente, como se o regime estivesse já cansado de si mesmo. Não!

Dia 25 de abril de 1974, foi sim o dia da derradeira luta pela liberdade de expressão em Portugal. Neste dia, homens e mulheres puseram em prática anos de preparação que eclodiram numa batalha de palavras e movimentos que tanto simbolismo carregavam, como de esperança e ambição. O regime ripostou, tinha sede de poder! O assento estava quente e não havia forma de sair dele, mas tanto o povo gritou por liberdade, mostrou tanta força, que nem o mais tirano líder se conseguiria opor a tal manifestação de unidade e orgulho pelo respeito da individualidade para o bem da nação. Isto sim! Isto sim foi 25 de abril de 1974!

Mas e agora, somos livres?

Tantas vezes neste dia se confunde liberdade de expressão com liberdade absoluta. Não meus amigos, não somos livres. Felizmente somos livres de dizermos o que queremos, de poder expressar aquilo que somos, aquilo que queremos, aquilo que lutamos, aquilo que defendemos, mas não, não somos livres.

Não somos livres a partir do momento em que há portugueses que saem do país empurrados pelo desemprego. Não somos livres quando temos de entregar todos os meses quase metade dos nossos salários ao Estado. Não somos livres quando essas contribuições servem para financiar erros de pessoas que na hora da verdade fogem à responsabilidade dos seus atos. Não somos livres quando essas contribuições servem para alimentar empresas públicas mas sem qualquer utilidade pública e que ainda por cima apresentam resultados negativos. Não somos livres quando um concurso público mais parece um teatro de sombras, onde os protagonistas são sempre os mesmos. Não somos livres quando dependemos do estado para obter todos os nossos direitos.

Talvez um dia sejamos livres em Portugal. Talvez um dia nos revoltemos e tenhamos oportunidade de lutar realmente pela nossa liberdade. Até lá agradecemos a liberdade de expressão, mas com o sonho latente de sermos realmente livres.

Rafaël Ferreira

Associado do Movimento Liberal Social – MLS

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