Uma nota portuguesa.

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Fotografia: 1971 – bidonville portuguesa de Nanterre

Segue uma sucinta descarga de dados.
Sim, uma descarga como aquela que faz um autoclismo.

(se quiser, ou se sentir agoniado, salte logo para “Estado, Estado, Estado…! que é melhor)

O Partido Socialista aumentou a divida em 99 mil milhões em 6 anos, no fim deste período o país estava com uma taxa de desemprego de 12%, um deficit de 11% e uma recessão económica de 0,9%.

Chegou o PSD que aumentou a carga fiscal de tal forma que em 2015, entre IRS e as contribuições dos funcionários e das entidades patronais, 42,1% dos salários vão para o Estado.

Segundo a OCDE foi o país com maior subida da carga fiscal sobre rendimentos do trabalho, sendo o 12º país, num grupo de 36 estudados, com impostos mais altos em percentagem dos salários.
 
No relatório sobre a reforma do Estado e no que toca à despesa total da administração pública, o FMI avisava que Portugal ainda gastava acima da média com base no rendimento per capita.
A mesma administração pública que é vista por agentes económicos nacionais e estrangeiros, como uma menos-valia explícita.
 
Há um trabalhador do Estado por cada 18,3 habitantes em Portugal contra 29,2 habitantes na Alemanha.

Num dos países da Europa com a maior dívida pública decide-se que os trabalhadores da função pública devem trabalhar 35 horas, ou seja, menos que a média Europeia que é de 38 horas (na Alemanha o horário é de 41 horas semanais).

Estado, Estado, Estado…!

Será que ninguém fica com o sobrolho carregado cada vez que um político diz: “O Estado tem de…” ?!

O único que o Estado tem de fazer é parar de escravizar a vida de uns em prol de outros para depois, no fim, arruinar toda a gente.

Precisamos de um Estado que faça o que deve, começando por deixar de ser omnipresente na vida das pessoas, na economia, na sociedade.

Os cidadãos não são gado, não são incapazes nem estúpidos, sabem muito bem tratar da sua vida.
Certo, há azares na vida, e para isso deveria servir o Estado.
Mas este está para nos dar os azares e não para nos dar uma oportunidade de nos livrarmos deles, redistribui resultados a torto e direito, uns trabalham outros recebem, se não houver mais para redistribuir vai-se ao bolso do contribuinte que os “amigos” são para as ocasiões.

Costuma dizer-se que neste século só é “cego” quem quer. A politica não é esta guerra de claques de futebol, entre esquerdas e direitas, que nos fizeram e ainda tentam fazer engolir.
Andamos desde sempre ás costas com a “grande porca”, essa que foi tão bem caricaturada por Rafael Bordalo Pinheiro.
 
Será que isto não tem fim?!
Questiono-me se o leitor, que chegou até aqui, se sente tão incomodado como eu com isto tudo.
Se a promiscuidade política entre público e privado não o enoja, se estes políticos portugueses não lhe parecem mais vampiros do que agentes democráticos, se não acha esta “liberdade”, que lhe vendem entre bandeirinhas vermelhas ou populismo barato, uma grande treta… Bem, se se sente incomodado se calhar é um liberal.

Sim, um desses que no nosso país trazem as pragas do Egipto por onde passam.

Uns “malditos” que acham que a riqueza é feita pelas pessoas e não por Estados, governos e uma mentalidade comunitária retrograda de ovelhas e pastores.

Se ainda por cima não anda atrás dos outros para lhes dizer o que pensar, fazer, ou como viver a sua vida (nem quer que lhe façam o mesmo) então começo a ter certezas.
E se ainda por cima não se acha nada dono de uma sabedoria suprema ou de alguma forma elevado intelectualmente (nem de maneira religiosa, civilizacional, sexual ou até racial) em relação ao resto da humanidade, então nem lho preciso dizer.
 

Um liberal.

Tudo bem, bela etiqueta e princípios nobres, muito giro, desde já dirijo-lhe os melhores cumprimentos.

 

Mas vamos ao que interessa: O que pensa fazer quanto a “isto” que chamamos de país?

Sim, você que leu esta nota!

Vai esperar que alguém o faça por si ou será que ainda anseia por um D. Sebastião bafiento?
“Se quer coisas que nunca teve tem de fazer coisas que se calhar nunca fez” dizem por aí na internet.

Talvez esteja à espera de alguém iluminado com as soluções todinhas, prontas para consumo e dentro do prazo de validade como um iogurte!
Isso funciona tão bem, mas tão bem, que o resultado está à vista.
Precisa de rédeas e de ser conduzido?!
Olhe que há quem lhas queira por, junto com umas alforjas para carregar o peso dos impostos.

É assim que alguém toma conta do seu destino!?

Ora…

Ops, é hora de ir tomar um café, fica para amanhã… Claro!
Só mais uma discussão de filosofia política “por assim dizer”…!
Vou já ao facebook demonstrar o meu desagrado com um poster todo giro!
A minha vida já é má o suficiente.
Um janota com cartão de militante partidário a criticar “este estado de coisas” num sistema aldrabado à partida.
Tenho mais que fazer!
Estou a caçar Pokemons, agora não dá.

Que extremos. Os vampiros celebram.

“Trabalhar” dá trabalho, “fazer” dá ainda mais, as consequências chateiam, mas a recompensa deveria valer a pena.

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