Invasões Bárbaras

Era de manhã cedo e já centenas se concentravam às portas da cidade.
O objectivo era tomar a capital e demonstrar a força da tribo.
Passadas poucas horas foi dada a ordem de marcha.
Cedo começaram os confrontos e a destruição, alguém até mencionou violações.
Alguns tomaram a dianteira e não tiveram medo de bater nos escudos do inimigo, exibindo a sua força e despeito pelo inimigo.
A cidade ficou sitiada. Ninguém entra, ninguém sai.
De ambos os lados as tropas assentaram e montaram o cerco.
Não se vislumbrava lado vencedor e temeu-se o pior.
Ao final do dia os líderes apareceram em praça publica com as suas exigências.
A tradição parecia ser o seu unico argumento: “Como foi deverá continuar a ser”.
Trocaram-se palavras, promessas e ameaças veladas.
Já alta era a noite, já os invasores tinham enchido a barriga e assistido aos jogos, os líderes voltaram e tinham decidido levantar o cerco: “Por agora vamos, mas voltaremos”.

Levantaram o cerco e partiram.

Não, não falo do Saque de Roma, nem da Horda de Genghis Khan, nem sequer das guerras Napoleónicas. Falo de Portugal, de Lisboa no séc XXI e penso que não será necessário mencionar a tribo.

Quando voltamos a um estado em que um grupo, ou grupos, se afirmam apenas pela Lei do Mais Forte será que ainda estamos numa verdadeira Democracia? Quando sobrevive o mais forte e não aquele que melhor se adapta, como podemos evoluir como Sociedade?

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